sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Há Muito Tempo

... que não boto um copo. Hoje vou deitar umas pints abaixo. Que se lixe o fim de semana calmo. Há dias em que tem de ser. E hoje é um daqueles dias em que ficar no quarto a vegetar não está com nada. Há um estranho efeito, talvez seja o do Inverno que se aproxima, que me está a deixar com um espírito verdadeiramente extrovertido.

Para quem conhece a minha caricatura da plaquete do Carro do Cortejo da Queima das Fitas, já no longínquo ano de 1998, aqui fica a famosa citação: "Vou lavar os dentes duas vezes..."

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Portugal vs Irlanda - Água

As Quatro Estações na Irlanda
Na Irlanda, chove durante todo o ano; não há problemas de escassez de água, e falar da sua falta de qualidade não é tão frequente como em Portugal, se bem que haja notícias nos jornais a esse respeito, de vez em quando.

Em Portugal, tem havido secas nos últimos anos. Confronta-se com o problema da escassez de água e medem-se as albufeiras na esperança de ter água suficiente cada Verão que se aproxima. Ao contrário da Irlanda, a água paga-se.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Filosofia de um Irlandês

Filosofia Popular na Irlanda
A toda a gente devem ser familiares aqueles azulejos castiços que se encontram enfeitando casas ou estabelecimentos comerciais um pouco por todo o Portugal. Entre outros dizeres, posso citar o "Nesta casa mora um bom chefe de família" (ao lado, o emblema do Sport Lisboa e Benfica), ou ainda os dois burros perguntando um ao outro "Quando é que nós três nos encontramos outra vez?". Vemos ainda quadras populares, às vezes de fraca qualidade - sinal de que os poetas populares portugueses estão a perder o jeito natural para a coisa.

Não quero aqui discutir o gosto de quem ostenta tais azulejos nas suas propriedades. Mas confesso que me dá prazer vê-los em adegas ou nos cafés dos pequenos povoados portugueses espalhados de norte a sul do país.

Na Irlanda a variedade não é muita. Mas aqui fica um pedaço de "filosofia saloia" do país das fadas. Conheci-o muito cedo, praticamente no primeiro dia em que cheguei, altura em que me fizeram devorar as primeiras pints. Aqui fica o pequeno texto - o modo de pensar dos irlandeses fará lembrar alguém?

An Irishman's Philosophy

There are only two things to worry about.
Either you are well or you are sick.
If you are well, then there is nothing to worry about.

But if you are sick, there are only two things to worry about.
Either you will get well or you will die.
If you get well, there is nothing to worry about.

If you die, there are only two things to worry about.
Either you will go to heaven or hell.
If you go to heaven there is nothing to worry about.

But if you go to hell, you'll be so damn busy shaking hands with friends you wouldn't have time to worry!

domingo, 16 de novembro de 2008

Tiambién Too - V

Alguém me perguntou quantos pontos tinha. E eu, agraciado por um vendaval de chamadas seguidas, provocadas por um código vermelho em espanhol, e que me ia levando a uma fadiga cada vez maior, respondo-lhe:

- Señor Ordoñez, usted tiene 100 000 puentos en su cuenta.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sem Tabaco

Português Suave acabou na Irlanda
Hoje é um bom dia para anunciar ao leitor fiel deste blog que deixei de fumar há cerca de um mês. A partir do momento em que acabei com o Português Vermelho que trouxera de Portugal, não lhe toquei mais. O tabaco está caro, faz mal, e nunca me sentira bem por ter recomeçado a fumar, há perto de dois anos. Só espero agora que não fique deprimido o suficiente para cair em tentação mais uma vez.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Acupunctura

Foi giro, mesmo assim, meteu um pouco de impressão, principalmente na barriga. Estou a considerar repetir a experiência. Mas ainda não tenho a certeza se ficarei um cliente regular dos senhores...

sábado, 8 de novembro de 2008

Agulhas

Acupunctura
É desta. Vou experimentar um tratamento de acupunctura. Quero saber até que ponto é que vale a pena ter tratamentos regulares deste tipo de medicina alternativa. Não sei se as coisas pontiagudas me vão fazer confusão, mas o meu amigo Gonzalo disse-me que não é nada do outro mundo e um tratamento por mês faz-nos sentir muito melhor.

Assim sendo, e de maneira a zelar pelo meu bem-estar no Inverno (certamente rigoroso) que se aproxima, liguei o número que o Gonzalo me havia fornecido. Atende-me sotaque chinês feminino, nem sempre fácil de entender. A clínica situa-se mesmo no centro de Cork e não deverá ser difícil dar com ela. Decidi-me por marcar um tratamento na próxima segunda-feira. Eespero com isto evitar o aparecimento de complicações de saúde e tratar de outras coisas incómodas, como braços ou pernas dormentes durante o meu sono ou a irregularidade do meu apetite.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Tiambién Too - IV

Uma chamada telefónica. Verifico a origem da chamada. IL? Que raio, que país é IL?

Naquela fracção de segundo, até que me tivesse decidido por atender em língua inglesa, pensei em Itália (impossível, seria IT), Irão ou Iraque (com L, nunca) até que reparei na cidade - Tel Aviv - porreiro, pá, Israel, estava difícil, mas foi.

Ainda não tinha acabado a minha frase de apresentação e já o senhor do outro lado da linha começara a despejar sílabas completamente sem sentido. "Bolas" pensei "esta vai ser difícil". O homem continua a falar a sua língua, e eu "Sorry, sir, but I don't speak" um momento para pensar, e depois a seguinte maravilha "I don't speak Israeli".

É que se fosse em hebreu eu até lá ia, né?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

AlimentaPão

Pão na Irlanda é bom, mas comparado ao Português...
Toda a gente repara que sou pouco gordo. Aliás, nada gordo. A modos que menos constituído que o comum dos mortais. Para falar a verdade, sou magro. Magro o bastante para ser considerado trinca-espinhas. Aconselharam-me não sei que dia, à conta da minha fraca constituição, que comesse pão e batatas fritas. Eu como muito pão na Irlanda, é uma verdade. Mas este pão aqui, pá...

Não há pão como aquele que temos na terrinha. Eu, na vila do Juncal, estava bem mal habituado, com duas excelentes padarias onde fabricavam daquele pão... ena pá, só de me lembrar agora, até fico tonto.

Aqui há daqueles pães bons feitos para agradar aos pardais, com as sementinhas todas e tudo mais. Interessantes, sem dúvida. Mas não há como o pão da minha terra! E o de muitas outras, aquele que sai quentinho, que se come sem nada com o maior prazer do mundo.

Realmente, se há razão para estar magro, não será a da falta de pão. Mas que o real pão me está a fazer falta, isso está! Ó-i-ó-ai se está!

domingo, 2 de novembro de 2008

O Instrumento Partido

Saudades de Tocar Bandolim
Já tenho saudades de tocar bandolim. E devo ter-lhe perdido o jeito. Tenho de pensar em comprar um por cá. Não me pareceram nada caros, e ouvi dizer que são de qualidade interessante. Ter com quem tocar, no entanto, é problema. Conheço uns tocadores de guitarra, mas as minhas bandolinadas não são palhetada para eles. Mesmo assim, havia de tocar alguma coisa, sozinho ou não, antes que as minhas mãos fiquem ferrugentas.

Não fosse aquele dia em que a maluqueira me tivesse feito partir um bandolim em palco, hoje não me estaria a queixar disto. Mas enfim. Todos cometemos loucuras. E naquele dia soube bem partir a porcaria do bandolim que não dava o som que eu desejava. Ah, que parvoíce. Enfim... bolas para isto.