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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Língua Portuguesa

Aqui vai um belo soneto de Olavo Bilac, poeta brasileiro, acerca da nossa língua em vias de ser assassinada:

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Irónico, sem dúvida, o facto da nacionalidade do autor ser brasileira. Acordo linguístico? Não digo que não. Mas nunca de ânimo leve. De irresponsabilidades políticas estamos nós fartos, vá-se lá agora saber porque metem o bedelho numa língua de cunho cultural demasiado forte para ser "facilizada" desta forma.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Ctambém Ctu

Não. Não tirarei uma pucta duma lectra ao meu disccurso. É mais fáccil accrescenctá-la.

Era professor de Português numa escola; consegui até ter a sorte de ter emprego no ramo, por um ano, depois do estágio. Nunca tive más notas. Pelo contrário. Sei que há especialistas e sei da opinião deles acerca do acordo (concessão?) orthográphico(a). Recuso-me a obedecer a um filho da pucta (salva seja a sua pobre mãe) que tirou licenciatura de engenharia a um domingo.

E nunca ctirarei uma pucta de uma lectra.